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Saiba os detalhes da nova tabela do IR que já entrou em vigor

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Em janeiro, a tabela do imposto de renda sempre passa por um reajuste. Isso ocorre para evitar que os ganhos obtidos pelo trabalhador no ano anterior sejam corroídos pela cobrança do tributo. Por esse motivo, muitos especialistas na área consideram essa medida como algo positivo para os contribuintes. A alteração só não é vantajosa para quem, por conta do aumento salarial recebido no ano passado, mudou de faixa na tabela.

A faixa do salário que fica isenta do IR passa dos atuais R$ 1.566,61 para R$ 1.637,11. A alíquota mais alta, de 27,5%, passa a ser aplicada sobre a parcela do salário que supera R$ 4.087,65. Hoje, atinge o ganho acima de R$ 3.911,63. O reajuste anual da tabela do IR em 4,5% será aplicado até 2014. O percentual corresponde ao centro da meta de inflação definida pelo governo. Em 2011, no entanto, o índice oficial de preços deve ficar próximo de 6,5%.

Como o próprio governo prevê uma inflação acumulada acima de 4,5% em 2012, muitos trabalhadores passarão a pagar mais imposto assim que tiverem seus salários reajustados no próximo ano, em relação ao que pagaram em 2011. Para cálculo do Imposto retido, a partir de 2012, o novo valor de dedução por dependente será de R$ 164,56. Para conferir a tabela de dedução até o ano de 2014, clique aqui.

Quem foi premiado com reajuste mais generoso no ano passado, pagará mais Imposto de Renda neste ano.

Outros grupos que acabam sofrendo mais com o pagamento do Imposto de Renda são os de trabalhadores que recebem o reajuste salarial no primeiro semestre, já que isso amplia e muito as chances de mudar de faixa e acabar pagando alíquota maior de IR.

A Lei nº 12.469, de agosto de 2011, é a que traz as correções na tabela do IR. Na ocasião, Dilma Roussef vetou o dispositivo que permitia a dedução no Imposto de Renda de valores relativos aos planos de saúde privados pagos aos empregados domésticos.

O contribuinte que tiver interesse em saber qual será o impacto das novas alíquotas no salário pode fazer o cálculo no simulador disponibilizado pela RFB (Receita Federal do Brasil). Confira aqui.


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