Independente da crise política, é inegável que o Brasil de hoje é um país muito mais desenvolvido econômico e estruturalmente do que o de três décadas atrás.
Nos anos 1980, era preciso proteger o dinheiro da inflação absurda daqueles tempos e a atenção de todos se voltava a formas de não deixar esses recursos sumirem no ar. Era uma época de correr para o overnight assim que entrasse algum recurso e, com isso, evitar que o dinheiro perdesse uma parte considerável do seu valor.
A partir do Plano Real e de uma série de medidas acertadas, muita coisa mudou. Nos últimos 20 anos, a inflação deixou de ser a principal preocupação e o Brasil pode finalmente se ocupar em crescer, aumentar a produtividade de suas indústrias, fortalecer seu setor de serviços e poupar, de fato. Nestes últimos tempos, vimos o número de milionários crescer enormemente e passamos a constar em listas de bilionários como a Forbes.
Com tudo isso, era de se esperar que o controle de grandes e pequenas fortunas se aprimorasse. Hoje, temos milhares de grupos familiares com problemas tão bons quanto “o que fazer com o dinheiro?”. Não só temos mais dinheiro para guardar e fazer render, como o mercado está mais sofisticado e há inúmeras possibilidades.
Atualmente, há uma expansão acelerada no negócio de Family Office no Brasil – empresas ou profissionais voltados unicamente para a administração do patrimônio familiar, que inclui a alocação de recursos nos mercados financeiro, imobiliário, de ações e a gestão de bens de consumo como automóveis, embarcações, aviões e helicópteros.
É ótimo que existam famílias com grandes fortunas e que elas possam contar com estruturas voltadas para que a sua poupança seja aplicada corretamente nos inúmeros mercados. Elas sabem que, com a ajuda da tecnologia, seus bens podem ser geridos de forma apropriada.
A administração dos recursos familiares pode parecer uma coisa simples e que poderia ser feita com qualquer outra ferramenta, mas, se vista com cuidado, percebe-se que possui características próprias. Essas peculiaridades só poderiam ser atendidas com uma solução específica para esse fim.
Artigo publicado no Portal Administradores por Eduardo Nasajon, Fundador e Presidente da Nasajon Sistemas.