Durante a maratona de eventos empresariais que a Nasajon percorreu ao longo de todo o mês de junho, a empresa teve a oportunidade de conhecer melhor o seu público e trocar conhecimentos com profissionais altamente qualificados e, inclusive, com representantes de diversas entidades da classe contábil.
Em evento ocorrido na cidade de Itaperuna, no dia 19 de junho – fruto da parceria entre a Nasajon e o CRC-RJ, a equipe de Marketing da empresa teve a oportunidade de conversar com o vice – presidente de interior do Conselho Regional dos Contabilistas do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Vieira Santos.
Confira a entrevista que ele concedeu a Nasajon:
Nasajon: Quais as principais conquistas obtidas pela atual gestão?
Claudio: O que eu reputo de importante e positivo na gestão atual é o projeto do conselho diretor itinerante. Através dele, tivemos a oportunidade de estarmos próximos a profissionais de municípios distantes da nossa base. Com isso, incitamos a abertura de debates, dos quais muitos nos trouxeram um feedback, a partir do qual pudemos corrigir alguns posicionamentos ou mal entendidos dos próprios profissionais e de alguns membros do conselho.
Nasajon: Quais os impactos para os contabilistas causados pela adoção às normas internacionais (IFRS)?

Claudio: O impacto que eu vejo é a conscientização de que o profissional de contabilidade é um operador dos atos e fatos que envolvem uma estrutura patrimonial de uma entidade, e não apenas um profissional que calcula o imposto e informa o quanto o empresário vai pagar para o Fisco. A mudança desse paradigma consiste exatamente nisso: na compreensão de que a contabilidade foi feita para atender também à legislação societária.
Nasajon: Diante do atual cenário, como você vê o futuro da profissão contábil?
Claudio: Extremamente positivo. A partir do momento em que o profissional da contabilidade toma consciência de que é muito mais do que um operário de registros e de que suas atividades vão muito mais além do que o “digito-confiro – erro – repito – acerto”, tem mais tranquilidade para trabalhar.
Nasajon: O exame de suficiência mostrou um alto índice de reprovação. A que se deve essa taxa? Que medidas devem ser tomadas?
Claudio: O que nós precisamos repensar é a maneira como os conhecimentos estão sendo transmitidos aos alunos. Esse público, nos dias de hoje, é imediatista e tem certa dificuldade com a assimilação que advém da leitura. Hoje eles estão muito presos à rapidez do fazer e não a agilidade do pensar.
Nasajon: Qual a maior carência do segmento contábil atualmente?
Claudio: De profissionais especialistas.
Nasajon: Como as empresas de sistemas podem contribuir para a evolução da classe contábil?
Claudio: Basta que vendam aquilo que efetivamente possuem. Ultimamente, o que tenho percebido é que as empresas só identificam as necessidades de seus clientes após se lançarem no mercado, mas, como eu sempre pontuo, o profissional de contabilidade precisa de soluções imediatas.
Nasajon: De que forma o CRC-RJ pretende ajudar os contabilistas nos próximos anos?
Claudio: Disseminando o conhecimento. Por determinação da nossa presidente, nós estamos saindo pelo Estado do Rio, e percorrendo seus 92 municípios, para ministrar palestras. Além disso, os profissionais podem entrar no nosso site e solicitar cursos de acordo com a sua necessidade. A partir daí, o colegiado de conselheiros avaliará a concessão do curso. O investimento é todo por conta do CRC.